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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

STF AO VIVO: SUPREMO ESTÁ DISCUTINDO AGORA ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS

O STF - Supremo Tribunal Federal discute a Ação de Inconstitucionalidade 4439 (ADI 4439) que vai definir se o ensino religioso será obrigatório, facultativo ou proibido nas escolas públicas (ensino fundamental e médio). A Ação de Inconstitucionalidade Nº 4439 (ADI 4439) foi proposta pela PGR
(Procuradoria Geral da República).

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Placar

Ateísmo 3X5 Religião

Votos dos ministros
(votos contra e a favor)

Roberto BarrosoSim 
(votou contra o ensino religioso)

Rosa WeberSim
(votou contra o ensino religioso)

Luiz Fux: Sim
(votou contra o ensino religioso)

Alexandre de MoraesNão 
(votou a favor do ensino religioso)

Edson FacchinNão 
(votou a favor do ensino religioso)

Dias ToffoliNão 
(votou a favor do ensino religioso)

Ricardo Lewandowski: Não 
(votou a favor do ensino religioso)

Gilmar mendes: Não
(votou a favor do ensino religioso)

Falta votar:

Cármem Lúcia

Marco Aurélio

 Celso de Melo

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

MPF/RJ ACUSA DIRETOR DO ARQUIVO NACIONAL DE VIOLAR LAICIDADE DO ESTADO

*(Texto e matéria reproduzido de MPF - Ministério Público Federal)

*José Ricardo Marques foi acusado de improbidade por ter patrocinado cultos evangélicos semanais no auditório da instituição

*Imagem ilustrativa - iStock (adaptado)

*O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) ingressou com ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o diretor-geral do Arquivo Nacional, José Ricardo Marques, acusado de, entre os dias 10 de março e 14 de julho de 2016, promover cultos evangélicos semanais no auditório principal da instituição federal, utilizando-se dos equipamentos de áudio e vídeo, bem como do trabalho de um servidor do órgão. Os cultos só cessaram após o fato ter sido revelado pela imprensa, no dia 19 de julho. 

Clique aqui e leia a íntegra da ação.

Criado em 1838, o Arquivo Nacional é uma das instituições federais mais antigas do país e tem, por Lei, a função de promover a “gestão e o recolhimento dos documentos produzidos e recebidos pelo Poder Executivo Federal, bem como preservar e facultar o acesso aos documentos sob sua guarda, e acompanhar e implementar a política nacional de arquivos”.

Segundo apurou o MPF, o atual diretor do órgão, que é membro de uma comunidade evangélica, foi nomeado em fevereiro de 2016, em substituição ao servidor de carreira Jaime Antunes, que tem formação na área e dirigiu a instituição por 23 anos.


Tão logo tomou posse no cargo, Marques indagou ao então coordenador de administração quem eram os servidores do órgão que professavam a sua crença. Em seguida, mandou chamar o grupo e disse que, daquela data em diante, eles não mais se reuniriam na área livre onde estavam habituados, mas sim no auditório principal da instituição.

O coordenador de administração do órgão chegou a argumentar com Marques que um espaço multiuso, no subsolo do bloco P do Arquivo, estava sendo preparado para aulas de dança, coral e instrumentos musicais, e que as reuniões evangélicas talvez pudessem ocorrer neste local, uma vez que nele, diversamente do que ocorre com o auditório principal, não há despesas extras com ar-condicionado e energia elétrica. O Diretor da unidade, porém, recusou veemente a sugestão, dizendo que o local sugerido era um “buraco” e que jamais faria reuniões evangélicas em tal espaço.

Em razão da determinação do diretor, os cultos evangélicos passaram então a ser realizados semanalmente no auditório principal do Arquivo, com o suporte de um servidor federal destacado para operar os equipamentos de áudio e vídeo (pertencentes ao patrimônio público) usados nas oito sessões realizadas.

Até a chegada do atual diretor da unidade, o único evento religioso realizado no Arquivo era uma cerimônia de natureza ecumênica/plurirreligiosa, promovida por ocasião do Natal, e da qual participavam um padre, um pastor evangélico e um representante do espiritismo.

José Ricardo Marques também está sendo acusado, na ação, de ter mentido ao MPF em ofício datado de 1o de setembro de 2016, e de ter tentado instruir a testemunha Maurício Antonio de Camargos, que é pastor evangélico e servidor do órgão. No ofício n.º 018/2016/COAD-AN, Marques textualmente afirmou ser “falsa a informação de que teria participado de evento de natureza religiosa no auditório do Arquivo Nacional”. Segundo o Diretor do órgão, o evento realizado no dia 14 de julho de 2016 teria tido como propósito “tão somente receber boas-vindas de um grupo de servidores, em seu intervalo de almoço”.

Posteriormente, porém, o MPF obteve a gravação em áudio do evento e constatou que se tratava, sem nenhuma dúvida, de ato de natureza religiosa, o que contraria o disposto no art. 19, inciso I, da Constituição (princípio da laicidade do Estado), a Lei 8.159/91 e a Portaria do Arquivo Nacional que disciplina o uso do espaço da instituição.

O MPF também ouviu a testemunha Maurício, que afirmou ter recebido um envelope encaminhado pelo diretor da instituição, contendo instruções sobre como deveria responder às indagações feitas pelo Ministério Público.

Na ação, os procuradores da República Sergio Gardenghi Suiama e Jaime Mitropoulos afirmam que a conduta do Diretor do Arquivo Nacional causou perda patrimonial e desvio de recursos públicos para fins privados, além de atentar contra os princípios da legalidade, imparcialidade, honestidade e lealdade às instituições.

Estado laico - Segundo os procuradores, desde 1898 o Estado brasileiro adotou o princípio da separação entre Estado e Religião, sendo, assim, vedado a qualquer servidor utilizar bens e serviços públicos para endossar esta ou aquela crença religiosa, em detrimento da igualdade e do respeito a todas as demais crenças e não-crenças. “Sobremodo, não pode o agente público, em hipótese alguma, usar a repartição para fazer proselitismo religioso, transformando o espaço em local de pregação”.

Ainda segundo os procuradores que assinam a ação, Marques agiu de forma desleal com a instituição que dirige pois, “ao invés de promover os interesses lícitos e relevantes para os quais o Arquivo Nacional foi criado, buscou promover-se e promover os interesses privados da sua própria Igreja, utilizando-se, para tanto, dos poderes do cargo comissionado que temporariamente ocupa.”

Por esses motivos, o MPF pediu que o servidor seja condenado ao: a) ressarcimento integral dos valores gastos com os oito eventos religiosos realizados no auditório; b) perda da função pública exercida; c) suspensão de seus direitos políticos por oito anos; d) pagamento de multa civil em valor equivalente a cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente; d) proibição de contratar com o Poder Público Federal ou dele receber benefícios, incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco anos.


Inquérito Nº 130.001.003218/2017-97
(MPF - Ministério Público Federal)


Assessoria de Comunicação Social

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Tels: (21) 3971-9460/ 9488

www.prrj.mpf.mp.br

twitter.com/MPF_PRRJ

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

JOVEM ELEITOR IMITA NEYMAR EM CAMPANHA DE CANDIDATO ATEU

Um jovem usou uma faixa escrita 100% Laico em alusão ao jogador Neymar que nas olimpíadas usou uma faixa escrita 100% Jesus que foi objeto até de uma matéria que fiz aqui no blog. Na foto, aparece o nome 100% laico, referente ao estado brasileiro que por constituinte é laico e não religioso como acha o Neymar além disso aparece a frase que diz o seguinte: "Eu não sou o Neymar mas voto no Edmar", para quem não sabe, Edmar Luz é o único candidato ateu declarado e que defende suas ideias e projetos em defesa do ateísmo e estado laico, Edmar disputa vaga de vereador na Câmara Municipal de São Paulo pelo Nº 23133 através do partido PPS.






ERRO OU PRECONCEITO?: APÓS CANDIDATO RECLAMAR, UOL EDITA MATÉRIA SOBRE CANDIDATOS ATEUS

Quando foi fundado pelo grupo folha,  o UOL (Universo Online) era o maior portal de notícias da América Latina e ainda hoje figura entre os sites TOP 10 mais visitados do Brasil de acordo como ranking Alexa. Mas o que não mudou nos editoriais brasileiros é o preconceito contra os ateus, dentre eles o UOL que desrespeitou os ateus, em uma matéria publicada pelo portal sobre o peso da religião na política, o nome dos candidatos ateus foram omitidos, segundo o editorial, os candidatos alegaram não expor seus nomes, porem um dos entrevistados é  o candidato à vereador Edmar Luz que é ateu e defende seus projetos de defesa do estado laico abertamente na internet sem pudor, após pedidos de correção do candidato Edmar Luz,  o UOL corrigiu e editou, claro que cumpriu a regra da ética do jornalismo, mas que não caia em outra cilada até porque o ateísmo no Brasil esta se levantando como um gigante e não é nada bom editoriais tentar denegrir a imagens de ateus, porque no futuro não muito longe o ateísmo servirá pauta para a mídia brasileira.


Matéria publicada no UOL



Abaixo trecho da matéria que foi alterado, após pedido de correção

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